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Editor: Maurício Coutinho - jornalista responsável MTb 33.886 Fone: 11.9803.9796 - 11.6978.6099 - email: mauricioimprensa@yahoo.com.br
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EDITORIAL___________________________________________________________________________
PRODUÇÃO AGRÍCOLA: ATIVIDADE DE EXTREMO RISCO

José Alarico Rebouças
Ver novamente a soja no campo abandonada porque o câmbio matou as exportações é de desolar. Continuamos a assistir lavouras inteiras serem erradicadas para novas plantações por causa de nossa falta de estabilidade. A produção agrícola por si só é uma atividade de extremo risco.
Depende da chuva na hora certa e na quantidade adequada. Depende do sol, dos adubos dos pesticidas, ou ainda dos mecanismos da agricultura orgânica para produzir. Depende da mecanização para produzir mais e melhor, mas é ela mesma quem estraga o futuro do agricultor quando a venda do que é produzido, não consegue pagar as despesas e nem tão pouco os empréstimos.
Isso é que é vida dura!
ARTIGO_______________________________________________________________________________
RELACIONAMENTO É TUDO Paulo Pandjiarjian
A cadeia produtiva do que chamamos indústria de shopping centers hoje possui 577 shoppings em todo o País, representando mais de 78 mil lojistas, tendo uma participação de 26% em todo o varejo brasileiro, gerando mais de 750 mil empregos diretos e mais de 2,5 milhões contados também os indiretos, contribuindo com 4% do PIB Nacional, apresentando uma expectativa de faturamento para o ano de 2005 de R$ 53,4 bilhões. Como membros dessa cadeia produtiva podemos nominar os consumidores, lojistas de shopping, administradores – gerentes de marketing e superintendentes de shopping -, empreendedores, investidores – como fundos de pensão –, fornecedores de tecnologia e suprimentos para lojistas e shopping centers, profissionais liberais – engenheiros, arquitetos, advogados –, consultores, pesquisadores e acadêmicos.
O conceito de shopping center deixou, há muito tempo, de ser aquele de um templo de consumo com formato de fortaleza. Hoje, mais do que nunca, o shopping center representa uma conjugação de centro de compras, aliada ao entretenimento e espaço de lazer para toda a família, ganhando até um cunho social de integração da comunidade de seu entorno. É interessante notar que os números mostram que os canais não-loja no Brasil (venda direta, internet, quiosques, catálogos, TV, entre outros) estão registrando taxas de crescimento muito superiores às do varejo tradicional, que simplesmente abre suas portas e fica esperando o consumidor chegar. Só a venda direta – ou porta a porta – registrou um crescimento de 23% nos últimos dois anos. Enquanto isso, as vendas nas lojas físicas durante o mesmo período cresceram menos de 7%. Isso comprova que o consumidor está buscando cada vez a conveniência das formas não-convencionais de atendimento.
É claro que a maneira tradicional de se comprar em uma loja física vai persistir, mas mesmo esse canal também irá exigir uma reinvenção e uma adaptação às exigências do novo consumidor. Hoje, um número crescente de consumidores está optando pelos canais não-loja em seus processos de compra, o que faz com que as empresas mais sintonizadas com as mudanças no comportamento dos clientes comecem a sentir a necessidade de ampliar suas opções de venda. A estratégia multicanal oferece mais conveniência e amplia as oportunidades de relacionamento da marca com os seus clientes. Compreender a importância do multicanal significa vislumbrar um cenário onde o tempo livre é cada vez mais escasso e onde a fidelidade absoluta está se tornando uma utopia. Nesse contexto, as marcas precisam estar o mais perto possível dos consumidores, para obter a maior parte dos recursos que eles possam destinar para as compras.
No Brasil, o varejo ainda engatinha rumo ao multicanal, mesmo que empresas importantes como C&A, Ponto Frio e Lojas Americanas já estejam testando esses modelos com sucesso. O que precisamos ressaltar é que, antes de partir para vendas on-line, por catálogo ou quiosques, será preciso que o varejo brasileiro aprimore a operação de suas lojas físicas, que ainda estão bastante deficientes, especialmente entre as pequenas e médias. Um diferencial que pode fazer diferença é o do relacionamento com o cliente, para a sua fidelização. As ações tradicionais no sentido de cumprimentar pelo aniversário, por exemplo, ainda são importantes, mas, muito mais estratégico é o estudo dos hábitos de compra desse consumidor e a conseqüente identificação do que e quando ele quer comprar. O varejo do futuro é aquele que, pela identificação dos hábitos de compra do consumidor saberá dizer o que aquele cliente quer comprar, mesmo antes do próprio consumidor sentir essa demanda de forma consciente.
Pode até parecer engraçado pensar assim, mas o varejo do futuro pode ser – com a total convivência de tecnologias avançadas como CRM – Gerenciamento de Relacionamento com o Consumidor – a volta ao varejo do início do século XX, quando o dono do armazém conhecia todos os seus clientes e conseguia oferecer o produto que acabou de chegar ou aquele que entendia que o cliente precisaria ou compraria. O relacionamento, a emoção, o encantamento ainda são conceitos que podem, e devem, fazer a diferença na decisão de compra do consumidor. E o varejista que puder identificar e vivenciar essas informações, estará sempre um passo à frente da concorrência.
Paulo Pandjiarjian, jornalista, é Diretor de Comunicação Corporativa e Relações Institucionais da ALSHOP – Associação Brasileira de Lojistas de Shopping e Coordenador Executivo do Conselho de Desenvolvimento Estratégico do Varejo. Contato: diretoria@alshop.com.br
NOTÍCIAS_______________________________________________________________________________
Honda viabiliza aplicação de energia limpa em automóveis - A Honda anunciou a instalação da primeira unidade da Home Energy Station III (HES III), que permite o abastecimento de veículos a célula de combustível em casa. A estação de abastecimento é 30% menor e produz 50% mais hidrogênio que o protótipo anterior desenvolvido pelo Departamento de Pesquisa. Instalada na sede da empresa em Torrance, Califórnia (EUA), a HES III funciona a partir do gás natural, o qual transforma em hidrogênio, eletricidade e aquecimento - os dois últimos especificamente para fornecimento à residência. O sistema, que abastecerá o primeiro veículo movido a célula de combustível lançado ao público consumidor, o Honda FCX, é uma substancial contribuição para viabilizar a aplicação de "energias limpas" nos automóveis. Até então, a restrita rede de abastecimento, que dependeria de uma expansão por meio dos atuais postos de combustível, era o principal entrave à popularização da tecnologia.
A Home Energy Station III foi projetada para suprir de hidrogênio um veículo a célula de combustível de uso diário e fornecer eletricidade suficiente para uma residência de médio porte. Além de impulsionar a comercialização dos veículos a célula de combustível, a HES III está em conformidade com os mais avançados projetos de residências ecologicamente corretas ao proporcionar economia de recursos naturais e, ainda, de custos para o proprietário. Em caso de interrupção no fornecimento de energia elétrica o dispositivo reforça sua atuação por meio do hidrogênio estocado em seus tanques, já que possui uma célula de combustível interna para convertê-lo em eletricidade. A célula de combustível da Honda emprega o que há de mais moderno já desenvolvido, pois se trata da única a utilizar um ultra-capacitor no lugar das baterias, de elevado volume e reduzida autonomia. Atualmente, a tecnologia que emprega o hidrogênio para gerar energia elétrica e emite apenas vapor d’água é considerada a mais promissora substituta dos combustíveis fósseis, e está para ser lançada, inclusive, em dispositivos eletroeletrônicos portáteis.
Franquias da Caramba Sorvetes - Abrir o próprio negócio está ao seu alcance com a Caramba Sorvetes, que dá oportunidade aos interessados de se tornar um franqueado. Os preços são a partir de R$ 45 mil e parcelados, incluindo treinamento. Ou seja, o franqueado consegue pagar as suas parcelas já com o faturamento do quiosque em funcionamento. E são três tipos. Um é destinado a ambientes externos (calçadas, praças), que dispõe de cobertura para dias de chuva e também permite o fechamento da estrutura a fim de evitar furtos e outras situações indesejáveis. A segunda opção de quiosque da Caramba Sorvetes é voltada para locais internos, como shoppings centers, estações de trem e metrô. Há ainda uma terceira, comum em comércios já existentes onde o interessado adapta as máquinas para vender sorvete.
Para dar uma força ao novo franqueado, a Caramba fornece a matéria-prima para o sorvete de casquinha. A quantidade vai gerar 15 mil sorvetes. A Caramba permite ainda que o franqueado instale no quiosque máquinas de crepes ou de espetinhos de fruta com chocolate, para atrair mais clientes. A Caramba Sorvetes começou sua trajetória em 1966, no Litoral de São Paulo. As duas fábricas instaladas em Cotia, Grande São Paulo, somam 8000 m² e possuem equipamentos de última geração. As coberturas também são o diferencial a Caramba e que dão um toque a mais no Sundae. São oferecidos os sabores morango, açaí, ameixa, framboesa, banana e goiaba, todas com pedaços de frutas. Interessados em abrir uma franquia da Caramba: 11.4616.0277.
APEX-Brasil lança campanha "Alemanha 2006" - A Agência de Promoção de Exportações e Investimentos lançou a campanha promocional ‘Alemanha 2006’, país que é o principal parceiro comercial do Brasil na Europa e será a sede da Copa do Mundo em 2006. A nova Campanha explora semelhanças e diferenças do lado esportivo e econômico dos dois países e visa destacar o diferencial dos produtos brasileiros, dando personalidade à marca comercial do Brasil no ano da Copa do Mundo.
Juan Quirós, presidente da APEX-Brasil, apresentará as imagens da campanha, bem como os números de investimento, os objetivos comerciais desta ação e discorrerá sobre os mais de 30 eventos comerciais programados para o próximo ano na Alemanha, envolvendo setores diversos da indústria e serviços, como software, orgânicos, artesanato, equipamentos médicos, turismo e outros. O evento também contará com a participação de presidentes de entidades setoriais que estarão diretamente envolvidos neste projeto internacional da Agência.
Grandes empresas discutem soluções para logística e distribuição de alimentos e bebidas - Reunir grandes empresas para compartilhar experiências na logística e distribuição de produtos do setor de alimentos e bebidas é a proposta da conferência que a IBC promoverá nos dias 14 e 15 de março, em São Paulo. O evento abordará temas como o efeito "final de mês" e integração do marketing e comercial com a logística, o correto planejamento logístico e o gargalo provocado pela deficiência na estrutura de transportes. "Cientes de que a indústria de A&B representa quase 10% do PIB nacional, realizamos uma pesquisa para identificar as principais preocupações e desafios das empresas", afirma a gerente de projetos da IBC, Roberta Lapa. "Diante das transformações sofridas pelo setor nos últimos anos, a cadeia de suprimentos e logística continua sendo uma das principais preocupações", conclui Roberta.
Considerado o gargalo da distribuição no Brasil, a estrutura de transportes é o tema da palestra especial que abre a conferência. A IBC convidou o Ministério dos Transportes para analisar o cenário atual dos meios rodoviário, ferroviário, marítimo, fluvial e aéreo e apresentar os projetos específicos relacionados com a distribuição de alimentos e bebidas. Em seguida, o gerente de suprimentos e logística da Cia. Muller de Bebidas, Marcio Camargo, irá mostrar como elaborar a previsão e o planejamento da demanda para evitar o chamado efeito "final de mês". Camargo apresentará estratégias para prever a demanda ao longo de toda cadeia logística e falará sobre a necessidade de monitorar as necessidades dos clientes para adequar-se com eficiência às exigências do mercado.
Outro destaque da conferência é a palestra que discutirá a integração do departamento comercial com a distribuição e logística. Executivos da Cadbury Adams e Nutrella Alimentos mostrarão como evitar promoções inadequadas para o canal de distribuição e apresentarão métodos para criar modelos de previsão de vendas com o objetivo de reduzir os níveis de estoque e facilitar o planejamento logístico. No dia 15, após a conferência, será realizado um workshop liderado pelo consultor de logística da Accenture, Arthur Hil. Os trabalhos desta sessão buscam ensinar a desenvolver uma metodologia para adequar o método estatístico de previsão de demanda ao processo de planejamento de acordo com os segmentos de clientes e canais de distribuição. A programação completa da conferência sobre Cadeia Logística e Distribuição de Alimentos e Bebidas e outras informações estão no site www.ibcbrasil.com.br/alimentos ou pelo fone: 3017-6808.
LG Eletronics e São paulo Futebol Clube renovam patrocínio - Com a renovação por mais três anos, LG e SPFC firmam uma das parcerias mais duradouras da história do futebol brasileiro. A LG, uma das maiores empresas de eletroeletrônicos do mundo e o São Paulo Futebol Clube, renovam o contrato de patrocínio até o final de 2008. Após essa data a preferência de renovação continua com a companhia. A bem sucedida parceria entre a LG e o SPFC tem se renovado consecutivamente desde 2001. Com a assinatura do novo contrato serão oito anos de patrocínio esportivo, o que demonstra os resultados positivos que ambas as partes vem obtendo ao longo do período, além de representar um dos cases de maior sucesso da história do futebol brasileiro.
O presidente da LG Electronics no Brasil, Chong Boong Cho, e o presidente do São Paulo Futebol Clube, assinaram o contrato neste domingo, 4 de dezembro, após o último jogo do SPFC no campeonato brasileiro de futebol de 2005. A renovação reafirma o compromisso da LG em investir no Brasil, seja na implantação e desenvolvimento de negócios ou no Esporte nacional. Globalmente, o patrocínio esportivo faz parte dos investimentos da LG. Aqui no Brasil não seria diferente. Por isso, desde 2001, a LG investe no patrocínio do São Paulo Futebol Clube porque acreditamos que essa ferramenta é fundamental para a exposição de nossa marca, além dessa parceria ser um dos pilares de marketing da empresa no País", diz Eduardo Toni, gerente geral de marketing da LG Electronics.

Desde 2004, a LG detém os direitos de naming right do estádio do Morumbi. Mais de US$ 1 milhão foram investimos pela empresa no projeto, que inclui a nomeação dos setores do estádio, segmentados com os nomes dos produtos da marca e sinalização apropriada, além de compartilhar com o São Paulo a adequação do Morumbi ao Estatuto do Torcedor. O camarote da LG é outro destaque. É o mais moderno camarote já construído em um estádio no País. Com 198 m2 e capacidade para 65 convidados, design clean e arrojado, o camarote está equipado com a tecnologia de ponta LG – Displays de Plasma, TVs de LCD e condicionadores de ar Art Cool. Além de 40 confortáveis poltronas, o espaço traz também um bar e um espaçoso lounge e é usado pela empresa para eventos e ações de relacionamentos, marketing e vendas. Ainda, como mais um instrumento de marketing, ações envolvendo os jogadores do São Paulo são freqüentemente realizadas junto aos clientes da LG em eventos, inaugurações e lançamentos por todo o Brasil, trazendo visibilidade a marca e agregando benefícios aos clientes da empresa.
A LG Electronics (KSE: 06657.KS), com sede em Seul, na Coréia, foi fundada em 1958, tendo se tornado líder global na fabricação produtos eletrônicos, de comunicações e informações, com um volume de vendas de 30 milhões de dólares. Com cerca de 70.000 funcionários espalhados em 75 subsidiárias no mundo inteiro, conduz operações em quatro unidades comerciais, inclusive telefonia móvel, eletrodomésticos digitais, mídia digital e display digital. A LG Electronics está rapidamente se tornando o líder mundial em eletroeletrônicos domésticos, ocupando o primeiro lugar em vendas de aparelhos de ar condicionado, fornos de microondas e aspiradores de pó. A LG Electronics foi a primeira empresa a comercializar uma linha completa de utilidades domésticas monitoradas à distância pela Internet, como refrigeradores, máquinas de lavar, fornos de microondas, aparelhos de ar condicionado. A cada dia firma-se mais e mais como fabricante de eletroeletrônicos domésticos de luxo, como por exemplo, a recém-lançada TV Refrigerador.
O objetivo mundial da LG é criar e disponibilizar produtos digitais inteligentes monitorados à distância pela Internet para facilitar a vida de seus consumidores. Para mais informações, visite o site www.lge.com. No Brasil desde 1997, a LG Electronics tem dois complexos industriais, localizados em Manaus (AM), onde são produzidos TVs convencionais, displays de plasma, LCD e de projeção, DVDs ee condicionadores de ar e outro em Taubaté (SP), onde são produzidos monitores para PC e celulares. A subsidiária brasileira faturou US$ 830 milhões em 2004.
Copa anima a venda de calçados - A Copa do Mundo, que começa em junho, é a esperança do setor calçadista para aumentar as vendas no primeiro semestre deste ano. Um reflexo disso é a ampliação da participação de expositores do segmento esportivo na Couromoda, feira de calçados que aconteceu em São Paulo. "A Copa vai afetar muito positivamente. Os investimentos na linha de tênis e calçados esportivos foram os maiores da feira", disse o presidente da Couromoda, Francisco Santos. A Reebok, que ficou sete anos fora do mercado de futebol no Brasil, voltou a investir no segmento. Inspirados nas cores da bandeira brasileira, alguns tênis de modelos clássicos da marca vão receber um toque verde-e-amarelo. Além do impulso das vendas por causa do mundial de futebol, Rodrigo Salomoni, diretor de marketing da Reebok, também afirma que os patrocínios recém-assinados com o São Paulo e o Internacional de Porto Alegre devem aumentar as vendas de calçados e acessórios esportivos.
Já a Azaléia, detentora da marca Olympikus, pretende utilizar a Copa do Mundo para aquecer as vendas voltadas para os Jogos Pan-Americanos, que acontecerão em 2007, no Rio de Janeiro. "Esse vai ser o nosso principal evento na linha esportiva", disse Paulo Santana, diretor da Azaléia. Com os lançamentos dos fabricantes de calçados e com o efeito Copa, o presidente da Couromoda estima que haja um incremento de 10% no faturamento e de 5% no volume de pares no mercado interno. Mas, se o "estado de espírito" dos lojistas está melhor neste ano, segundo o diretor da Azaléia, os prognósticos para o mercado externo continuam ruins. "Tivemos queda de 26% nas vendas externas em 2005 e devemos cair mais 20% neste ano", disse o executivo. O real valorizado é o principal responsável pelo encolhimento das exportações da empresa. "Neste ano, já estamos trabalhando com a perspectiva de queda e vamos nos concentrar no mercado interno. Aliás, foram as vendas internas que compensaram a queda das nossas exportações no ano passado", avaliou Santana.
A exceção ocorre apenas às exportações de sapatos mais sofisticados, segmento que tem conseguido não só elevar os preços como também ampliar a participação no exterior. "O Brasil está numa nova fase de exportação de manufaturados e calçados de couro", disse Francisco Santos. Segundo ele, os visitantes estrangeiros têm procurado calçados mais sofisticados, capazes de concorrer com os italianos. Um exemplo é a Shultz. "Crescemos 30% em volume de 2004 para 2005", disse o dono da empresa, Alexandre Birman. Para 2006, a projeção é de aumento de 20% das exportações.
Após EUA, Embraer pode também suspender fábrica na China - Depois de ser obrigada a suspender a construção de uma fábrica nos Estados Unidos devido à perda de um contrato bilionário, a fabricante brasileira de aviões Embraer pode paralisar também sua unidade na China. Segundo reportagem publicada hoje pelo jornal estatal "China Daily", a joint-venture formada pela Embraer e a estatal China Aviation Industry Corp. 2 admite que não tem conseguido encontrar compradores para o avião ERJ-145, fabricado no país asiático e com capacidade para cerca de 50 passageiros.
Desde que iniciou suas operações na China, em 2003, a empresa só concretizou a venda de 11 aeronaves, sendo seis para a China Southern Airlines e cinco para a China Eastern Airlines. Segundo o vice-gerente-geral da unidade chinesa, Jiang Da, a China Eastern chegou a anunciar em 2004 a encomenda de 10 aviões, mas atualmente reduziu-a para cinco. O governo chinês, com interesse em constituir uma indústria nacional de aviação, negociou a criação da joint-venture com a Embraer. As frotas das principais companhias aéreas chinesas, no entanto, continuam majoritariamente compostas por aviões da americana Boeing e da européia Airbus.
A Boeing prevê que, com o forte crescimento econômico, a China encomende cerca de 2.600 aviões nos próximos 20 anos. Muitas dessas aeronaves devem ser regionais, como o ERJ-145, e serão utilizadas em rotas menos populares. A Embraer anunciou que suspendeu a construção de uma fábrica na Flórida após perder um contrato que poderia chegar a US$ 8 bilhões para a construção de uma aeronave de defesa para o Exército dos Estados Unidos. A fábrica, que chegou a ter sua pedra fundamental lançada em 2004, nunca saiu do papel porque o Exército mostrava dúvidas sobre a viabilidade do projeto apresentado pelo consórcio formado pela fabricante de armamentos americana Lockheed Martin e pela Embraer.
MENSAGEM_____________________________________________________________________________
"O comércio exterior adquire cada vez mais importância para o empreendedor que queira realmente crescer, assim como para a economia brasileira, mediante o ingresso de divisas e geração de emprego e renda". - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior |