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JWB 003 - 05.01.2006

INFORMATIVO SEMANAL DA WORLD BROKERS ENVIADO À IMPRENSA E EMPRESÁRIOS VIA INTERNET 

EXPEDIENTE

Editor: Maurício Coutinho - jornalista responsável MTb 33.886
Fone: 11.9803.9796 - 11.6978.6099 - email: mauricioimprensa@yahoo.com.br

Diretor: José Alarico Rebouças
fone: 11.3107.7790 - www.worldbrokers.com.br


EDITORIAL___________________________________________________________________________

VOCAÇÃO PARA EXPORTAR



José Alarico Rebouças

Vocação para exportar pode nascer da paixão nata para viajar, conhecer novas terras e novas gentes. Pode vir da vontade de vender mercadorias para as pessoas de diferentes continentes e costumes, vender enquanto conhece outros povos de diferentes culturas, ingerindo delícias e sobremesas fantásticas, pode ser ainda, atendo-se a História Universal, se encantar lá atrás já nos bancos escolares, com as viagens dos Fenícios, das caravanas que vinham até Cleópatra, que por questões de segurança, mandou erigir no caminho para se defender dos muitos ladrões que assaltavam tesouros e mercadorias das caravanas destinadas ao seu reino, torres a tal distância uma das outras, que ficasse cada uma no limite máximo da visão de cada vigia de cada uma delas.

Quem sabe então, não foram as viagens de Marco Pólo, contadas por ele, que ocorreram enquanto a China era governada pela dinastia Ming, cruzando rincões a caminho de lá, - territórios desconhecidos, com descrições e costumes que soavam como exóticos e incrédulos a seus leitores, de locais que o chão pegava fogo, hoje se sabe que eram lugares na região da Mesopotâmia local que ele atravessou, onde existe abundância de petróleo -, ou ainda de Salomão recebendo expedições com tesouros e materiais vindos do reino da rainha de Sabá, chamada de Balkis pelo Corão, ou dos Sumérios os últimos dos Anditas que viviam muito perto do Golfo Pérsico e que muito provavelmente inventaram a primeira escrita, ou dos Cartagineses, orgulhosos de sua cidade Cartago fundada pelos Fenícios, espalharam seu azeite e vinho nas suas negociações pelo Mediterrâneo e ensinaram os romanos a técnica do plantio das uvas empregadas até hoje, ou ainda dos gregos criando através do comércio exterior, a expansão conhecida pelo nome: Magna Grécia.

Da inveja que o seu concorrente vai sentir ao ver sair de suas instalações, containers destinados a exportação, e certificados de ISO exibidos na sala de recepção. Aí Você poder dizer como no anúncio do Governo: Eu exporto e Você? Pode vir ainda, pela forte necessidade, sentindo já a água das despesas pelos joelhos, sem a necessária contra-partida do faturamento. Aí bate aquela vontade de exportar, que ninguém segura!


ARTIGO_______________________________________________________________________________

O VALOR DO DÓLAR E A COMPETITIVIDADE BRASILEIRA
por Samir Keedi

Há tempos ouvimos críticas contra a taxa de câmbio e, não entendermos por quê. Está bem que ela caiu aproximando-se de R$.2,00 por dólar, muito baixo, mas já ouvíamos a crítica quando estava em R$.3,00. Um dólar a R$.2,40/2,50 está sob medida. É só conferir a história, seu valor no Brasil, inflação brasileira, produtividade e inflação americana. Todo exportador quer o dólar valendo ao menos R$.3,00, argumentando que abaixo desse valor não é possível exportar. Não podemos aceitar tais argumentos, que entendemos que o valor do dólar não tem o poder de influenciar tão significativamente o aumento ou queda das exportações da maneira como se quer fazer acreditar. A menos que o dólar caísse ao irrisório valor de R$.1,00 ou subisse extraordinariamente a R$.10,00 , o que teria todas as condições para influenciar o comércio exterior.

Quedas como as atuais não têm capacidade de alterar substancialmente os rumos do nosso comércio exterior, derrubando as exportações e incrementando as importações. Especialmente que o dólar a R$.3,00 representa um valor muito alto para a realidade em que ele deveria se situar, e não baixo. Portanto, o país, e em especial os empresários, já que é de produção que se faz uma economia forte, e não de governo, deveriam parar de se preocupar tanto com a taxa de câmbio. Um pouco tudo bem. As preocupações deveriam se concentrar na produção, no aumento de produtividade, no aumento do mercado consumidor interno. Também em como vender ao exterior sem ser comprado, que é o que vem ocorrendo, já que a economia internacional está extremamente favorável. E a qual nem temos aproveitado adequadamente como muitos acreditam estarmos fazendo. Vide que em 2004 fomos apenas o 30º país em crescimento nas exportações.

Samir Keedi é professor, escritor, autor de vários livros em comércio exterior e tradutor oficial para o Brasil do Incoterms 2000. e-mail:
samir@aduaneiras.com.br


NOTÍCIAS_______________________________________________________________________________

Capitalização alcança R$ 10, 4 bilhões em reservas - Dados recém-totalizados sobre o desempenho nacional do mercado de títulos de capitalização reforçam sua constante evolução no cenário econômico do país com destaque para o crescimento, em novembro de 2005, das reservas do setor que somam R$ 10,4 bilhões. Esse número é 14,8% superior ao obtido no mesmo período de 2004. Quanto ao faturamento, o setor acumula, até novembro de 2005, uma receita de R$ 6,2 bilhões, o que indica uma expansão de 4,2% sobre 2004. "O mercado vive um momento de amadurecimento. Aspectos como a estabilidade econômica, a ampliação para 4 anos do tempo de permanência dos consumidores nos planos de capitalização e o fortalecimento da transparência entre empresas e consumidores têm oferecido condições para que segmento cresça e desenvolva ações para torná-lo ainda mais dinâmico, como o projeto de segmentação dos títulos por modalidades", comenta Rita Batista, presidente da Comissão de Capitalização da Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização). De acordo com Neival Rodrigues Freitas, diretor de capitalização da Fenaseg, os produtos de capitalização vêm ganhando espaço por estarem disponíveis para todas as classes sociais e atenderem a necessidades específicas dos consumidores. "As companhias que atuam no setor estão atentas a esses fatores, o que tem permitido uma significativa expansão do mercado e o reforço na difusão do conceito de capitalização, cujo objetivo é estimular o hábito de poupar nos brasileiros", destaca o executivo. Na classificação nacional, São Paulo está na primeira colocação com R$ 2,3 bilhões de faturamento e 37% de participação no segmento, o Rio de Janeiro está na segunda posição com 11,1% de presença e R$ 689,6 milhões de receita, e Minas Gerais ocupa o terceiro lugar com R$ 546,8 milhões e detém uma fatia de 8,8% do mercado.


Kopenhagen aumenta 36% seu faturamento - Empresa comemora boa fase e apresenta notável crescimento em relação ao ano anterior. A Kopenhagen – única empresa totalmente brasileira no segmento de chocolates finos – registrou em 2005 um crescimento de 36% em relação ao ano anterior. O sucesso da grife se deve a inúmeros fatores, entre eles, o lançamento da Nhá Benta de Maracujá, que recebeu investimento de 5 milhões de reais em marketing. O produto, que vendeu 2 milhões e 100 mil unidades em três meses, alavancou as vendas de toda linha Nhá Benta em 43%. O Natal também apresentou números significativos para a Kopenhagen, que teve um aumento de 34% nas vendas em relação ao mesmo período de 2004. A grife, que produz uma média de 80 toneladas mensais, produziu 240 toneladas nos meses de novembro e dezembro, obtendo um aumento de 27% em sua produção comparado ao ano retrasado. Além disso, o rigoroso padrão de qualidade dos produtos e o atendimento personalizado das 179 lojas distribuídas em 18 estados brasileiros e 54 cidades, entre unidades franqueadas e próprias, foram fatores essenciais para o crescimento da empresa, que abriu 24 novas lojas em 2005 e planeja a inauguração de no mínimo mais 36 em 2006. "Nos últimos cinco anos, obtivemos um aumento de 168% em nosso faturamento e estamos muito otimistas em relação ao ano que está por vir", comenta Renata Moraes, vice-presidente da grife. A empresa investirá em lançamentos pontuais, modernização e ampliação do número de lojas, campanhas publicitárias e novidades que farão com que os chocolates Kopenhagen continuem como sempre foram, irresistíveis. A empresa possui mais de 300 tipos diferentes de chocolates, lança cerca de dois produtos por mês e produz 1,5 mil toneladas de chocolate por ano. Para atender as necessidades de seu exigente e requintado público, a empresa investe na modernização do novo layout, que varia de R$ 200.000,00 a R$ 300.000,00 por loja.
www.kopenhagen.com.br - 0800 100 678.


Mercado de trabalho começa o ano aquecido - A sucessão de escândalos que envolveram os Poderes Legislativo e Executivo em 2005 - e que ainda perdura no inicio de 2006 - não foi suficiente para abalar as expectativas das empresas no País, já que, muitas delas perderam o medo de que fatores políticos tirem a economia do rumo e afetem os seus investimentos. As previsões para 2006 são de criação de novos empregos e maior desenvolvimento econômico. Pesquisa da Manager Assessoria em Recursos Humanos revela que, apesar do menor índice de vagas disponibilizadas em dezembro, em função das férias, o mercado está aquecido e começa o ano com bastante otimismo. Entre as áreas que se destacaram no último mês do ano estão a Comercial e a Industrial, que juntas ocuparam mais da metade das posições disponíveis.

A Manager contabilizou 1.619 vagas em dezembro, 31,25% delas ficaram com o setor Comercial e 23,90% com o Industrial. A área Financeira foi a terceira que mais contratou e teve 12,35%. O restante das vagas se dividiu entre: área Administrativa, com 9,64%; Recursos Humanos, 5,44%; Compras, Logística e Suprimentos, 4,02%, Tecnologia da Informação, com 12,23% e Jurídica, com 1,17% do total de vagas.

ÁREAS

nov/05

out/05

VARIAÇÃO

VAGAS

%

VAGAS

%

VAGAS

%

ADMINISTRATIVA

224

8,11%

156

9,64%

-68

-30,35%

COMERCIAL

624

22,60%

506

31,25%

-118

-18,91%

COMPRAS / LOGÍST./ SUPRIM.

154

5,58%

65

4,02%

-89

-57,79%

FINANCEIRA

462

16,73%

200

12,35%

-262

-56,71%

INDUSTRIAL

628

22,75%

387

23,90%

-241

-38,38%

JURÍDICA

41

1,49%

19

1,17%

-22

-53,65%

RECURSOS HUMANOS

187

6,76%

88

5,44%

-99

-52,94%

TECNOL. DA INFORMAÇÃO

441

15,97%

198

12,23%

-243

-55,10%

TOTAL

2761

100,00%

1619

100,00%

-1142

-41,36%

Carreiras em alta – O levantamento da Manager revelou que os profissionais de Engenharia continuam liderando as contratações. Em dezembro, eles ficaram com 26,44% das vagas. Os formados em Administração ocuparam 25,14% das posições disponíveis e os de Tecnologia da Informação ocuparam 17,61%. O restante das vagas foi distribuído entre os profissionais de Ciências Contábeis (10,76%), Economia (7,64%), Direito (2,33%), Publicidade, Propaganda e Marketing (2,15%), Psicologia (1,98%), Comércio Exterior (1,08%), Comunicação (0,62%), e outras (4,25%).

Quem manda - A gerência ocupou 49,35% das vagas, a alta gerência/diretoria ficou com 17,91% e os assistentes e analistas, com 32,74%.
Falar inglês é exigência garantida - Das 1.619 vagas disponíveis em dezembro, 87,77% exigiam o domínio do idioma inglês, 8,53% do espanhol, 1,85% do francês, 0,86% do alemão, 0,99% pediam um segundo idioma, sem especificá-lo.


Brasil tem produção recorde de cana-de-açúcar - A produção nacional da safra de cana-de-açúcar em 2005/2006 fechou em 436,8 milhões de toneladas, a maior da história. O número é do 3º e último levantamento oficial realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), anunciado nesta quarta-feira (04/01). A Conab começou a pesquisar esta cultura na safra atual. Comparando-se à anterior, apurada pelo IBGE (415,5 milhões/t), o resultado é 5,1% maior. Esse crescimento é atribuído à implantação de novas usinas para atender a demanda de açúcar e álcool. Já em relação ao 1º levantamento desta safra, divulgado pela Conab, em maio do ano passado (450.2 milhões/t), a pesquisa aponta uma redução de 3% na produção. A queda se deve à estiagem nos principais estados produtores, especialmente no Nordeste. Do total apurado, 394,4 milhões/t serão destinados à indústria sucroalcooleira, sendo 216 milhões/t para a fabricação de açúcar, que deve gerar 26,7 milhões/t do produto. Para a industrialização total de álcool (hidratado, anidro e neutro) serão destinados 178,4 milhões/t, o que vai gerar 17 bilhões de litros. O restante (42,4 milhões/t), será destinado à fabricação de outros produtos, como cachaça, rapadura, ração animal e sementes para plantio. Ainda de acordo com o levantamento, a área plantada de cana-de-açúcar também aumentou, passando de 5,6 milhões de hectares em 2004/2005, para 5,9 milhões de hectares nesta safra. O Centro-Sul é responsável por 85,7% da produção no País, sendo o estado de São Paulo o maior produtor, com 265,5 milhões/t, ou 60,8% da produção nacional, em uma área de 3,1 milhões de hectares. Já o Norte/Nordeste contribui com 14,3% da produção total.


Pós-graduação para cooperativas - Estão abertas as inscrições para o curso de especialização latu sensu Gestão Estratégica de Negócios para Cooperativas, promovido pelo Sescoop-SP e Fundação Instituto de Administração (FIA). São 35 vagas voltadas para funcionários de cooperativas de consumo, habitacional, saúde e trabalho. O curso inicia em março de 2006, terá duração de 15 meses e carga horária de 400 horas. Informações: fone 11.5576.5952.


MENSAGEM_____________________________________________________________________________

"Para que uma pessoa resolva o seu problema é necessário primeiro que ela resolva o problema dela mesma "
- Fernando Sabino




Novidades e Notcias:
27/2/2006JWB 006 - 24.02.2006
27/2/2006JWB 005 - 17.02.2006
27/2/2006JWB 004 - 10.02.2006
7/1/2006JWB 003 - 05.01.2006
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