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EDITORIAL___________________________________________________________________________
PELO ANDAR DA CARRUAGEM

José Alarico Rebouças
Não estamos vendo a economia brasileira crescer o que precisa para absorver a mão-de-obra, que aumenta mais que os empregos existentes e oferecidos. Quem assiste certos políticos na televisão e está desempregado quase sem esperanças, têm a impressão que esses discursos são para os brasileiros que estão na Suíça. A linguagem televisiva não fala com ele, nem a seus Vizinhos, a seus Amigos, e a seus parentes. As esperanças são as exportações, mas elas deslancham mais que os empregos.
Não é diretamente proporcional, porque elas para existirem têm que atender a missão de vender mercadorias no destino externo final, mais baratas, com qualidade, prazo de entrega e preço mais interessantes, com relação aos ofertados no país do destino de nossas exportações, ou mesmo os fornecedores mais longínquos, todos nossos adversários. Para se exportar via de regra devido à defasagem tecnológica do 1° mundo em relação ao nosso, o emprego da tecnologia necessária é aquela que aceita muito pouca gente e quando aceita via de regra exige a muito especializada.
Além disso, tem aquela carga tributária... mama mia....
Durma-se com um barulho desses.
ARTIGO_______________________________________________________________________________
COMO É QUE É MESMO? por J. B. Oliveira
Em um recente Curso de Oratória, observei que um dos alunos - dos mais participativos, aliás - Referia-se com freqüência aos valores e encantos do sexo feminino. A certa altura, perguntei-lhe, em tom de brincadeira:
- Você gosta de mulher? - E como! Foi sua pronta e entusiástica resposta! Vi-me então obrigado a pedir esclarecimento: - COMO É QUE É MESMO? Esse "como" é conjunção subordinativa comparativa ou verbo?
E foi no Treinamento em Comunicação Oral que ministrei em Águas de Lindóia, com a honrosa participação do Prefeito Eduardo Âmbar, do Vice Charles e de todo o Secretariado, que recebi uma notável contribuição da Secretária de Educação Sheilla Katzer Bovo. Contou ela que, em resposta à questão "Qual é o objetivo do Conselho de Fisioterapia" uma aluna escreveu: - O "bejetivo" do Conselho de Fisioterapia é traçar as "meretrizes" da profissão"!
(Aqui também, aliás, caberia esclarecer em que sentido foi usado o verbo "traçar"...) "A linguagem atrapalha" é a expressão usada por Antoine de Saint-Exupéry em sua obra "O Pequeno Príncipe", mostrando que – em várias circunstâncias – a comunicação em vez de ajudar, complica.
De fato, muitas vezes ficamos pensando: "O que é que essa pessoa quis dizer?" Exemplo contundente é aquele – largamente explorado pela imprensa – em que o presidente da Câmara Federal Deputado Severino Cavalcante, dedo em riste, proclama: "A Câmara dos Deputados não vai ser apenas o supositório do Poder Executivo!" Indo além das palavras, parece que o que ele pretendeu dizer foi REPOSITÓRIO, que o Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, de Michaelis, assim define: "1. Lugar onde se guardam coisas; reservatório, depósito. 2. Coleção de leis ou peças literárias. 3. Soma de conhecimentos."
Ainda no campo do Legislativo Federal, nessa confusão criada a partir de tantas denúncias de irregularidades, o Presidente da CPI dos Correios Senador Delcídio Amaral, revoltado com insinuações a respeito de seu comportamento, declarou alto e bom som: - Quero demonstrar minha INDIGNIDADE... Não. Não era bem isso que ele tencionava dizer. Indignidade é "falta de dignidade". O que o Senador quis expressar foi INDIGNAÇÃO: "estado de desprezo ou cólera inspirado pelo que é indigno".
Durante a última campanha política, houve vários debates em programas de televisão, sob o comando de comunicadores. Em um desses, era uma mulher a moderadora. De repente, o "clima" esquentou entre os debatedores, contagiando a platéia. Enérgica, a mediadora advertiu: - Mantenham a ordem, se não eu mandarei evacuar o recinto! Depois de uma pequena trégua, a confusão voltou a reinar, e ela não teve dúvida bradou: - Eu já avisei: eu vou evacuar! Um amigo – na ocasião presidente de um sindicato patronal – fazia confusões terríveis em suas falas.
Havia duas palavras, em especial, que somente ele utilizava. Uma delas era "DEVASADO", que ele usava ora querendo dizer defasado, isto é: "que apresenta diferença de fase"; ora com a intenção de expressar devassado, ou seja: "local aberto ou franqueado à vista de todos".
A outra palavra era "DESLUMBRAR". Com freqüência, ele dizia algo como "Quando eu deslumbrei a possibilidade de resolver o problema...". Ora, deslumbrar é "ofuscar a vista pela ação de muita ou repentina luz. Causar deslumbramento. Causar assombro." O termo que ele queria usar era "vislumbrar", cujo sentido é "entrever, ver indistintamente, começar a surgir".
Estávamos em uma reunião, com o orador em plena tribuna, quando uma jovem senhora adentrou o salão (Observe: é adentrou o salão e não adentrou no salão, pois o verbo adentrar já traz a preposição equivalente à preposição em...). Simpático, o orador referiu-se a ela dizendo que "vinha envolta em uma grande "áurea""... Pois é, pode ter sido simpático, mas foi mais uma "bola trocada". "ÁUREA" significa "de ouro. Da cor de ouro". O que ele pensou dizer foi "AURA", que é "segundo os ocultistas, emanação fluídica que rodeia o corpo humano como uma luz ou fosforescência, observável principalmente ao redor da cabeça". AURA liga-se, por sentido, à palavra AURÉOLA, culo de luz com que se orna a cabeça dos santos" e que muitas pessoas confundem com OURELA, que significa "orla, margem, guarnição, cercadura".
Um novo rico contava numa roda de amigos – com riqueza de detalhes – sua viagem à Europa, dando grande destaque à Itália. Tinha visitado Veneza, Florença, Nápoles, Roma e, é claro, o Vaticano. Os amigos quiseram saber o que, dentre todas as belezas da Cidade Santa, lhe agradara mais. Sem sequer pestanejar, ele respondeu: "A cópula de São Pedro"!
Em minhas estadas em Campos do Jordão (Estadas, viu? Estadia é para navios, e refere-se à demora que ele tem de fazer no porto!) e outras cidades do interior, tenho visto uma interessante vinheta nas retransmissoras da Globo. Aparece o Serginho Groisman e o texto: "Alô, Brasil, aqui TEM cultura". Penso lá dentro, comigo mesmo: "pero no mucho"! Ocorre que, na forma gramatical correta, não se usa o verbo TER sem sujeito expresso! Como todos sabemos, os verbo ter e haver são equivalentes quanto ao sentido. Entretanto, o verbo TER exige a presença de um termo-sujeito, que a frase em questão não apresenta. Brasil está ali como parte do vocativo, logo, não pode desempenhar a função de sujeito. Cultura é objeto direto e, portanto, também não pode ser sujeito. Nesta situação, se não temos sujeito, não podemos usar o verbo TER! O que fazer então? Substituí-lo pelo seu equivalente HAVER, que – este sim – pode ser usado para construir uma oração sem sujeito! A construção gramatical correta, é, portanto: "ALÔ, BRASIL, AQUI HÁ CULTURA".
"A pressa é má conselheira", diz a sabedoria popular. Não só má conselheira, mas também péssima companhia para a comunicação. Não raro, ela cria - ou no mínimo amplia - problemas comunicacionais. Entrando, afoita, na agência bancária, a moça "bem proporcionada" solicita ao caixa: - Moço, por favor, veja meus fundos que eu quero ver se eu saco!
João Baptista de Oliveira, advogado, é consultor empresarial e educacional. Autor do livro "Falar bem é bem fácil" da Madra Business. E-mail: jboliveira@jbo.com.br
NOTÍCIAS_______________________________________________________________________________
Novo produto para o mercado sorveteiro - A procura cada vez maior dos consumidores por produtos derivados da soja inspirou a Duas Rodas Industrial, líder no mercado nacional de matérias-primas para alimentos, a desenvolver a linha Soya Ice, novo conceito para a fabricação de sorvetes, que é uma solução integrada, de fácil aplicação e dissolução, que já contém estabilizante, especialmente desenvolvida para a fabricação de gelados comestíveis à base de soja. Sem colesterol, a soja oferece nutrientes que previnem doenças cardiovasculares e inibe o crescimento de células de câncer de mama e de próstata. Um diferencial é o custo acessível de fabricação, inclusive com redução em muitos casos. "O Soya Ice agrega valor ao produto, pois reúne os benefícios da soja e diferenciais importantes para se destacar em um mercado cada vez mais competitivo, e satisfazer a demanda de produtos que beneficiem a saúde do consumidor, que está cada vez mais consciente da necessidade de se ter uma alimentação mais adequada para uma melhor qualidade de vida. Vale a pena apostar nesta nova proposta", revela Joseane Leoni, gerente de marketing da Duas Rodas.
Flytour e Bradesco lançam cartão de crédito corporativo virtual - A Flytour e o Bradesco lançaram o VIRCC - Virtual Corporate Card, forma virtual de pagamento de despesas de viagens aéreas corporativas com bandeira Visa. Inicialmente, o VIRCC será oferecido aos clientes corporativos das unidades próprias Flytour Business Travel Brasil e em três meses será estendido também aos clientes das agências atendidas pela divisão Distribuição Brasil, mais de quatro mil em todo o Brasil. Com o VIRCC, o cliente terá direito ao seguro viagem (bagagem e saúde) e, poderá ainda, emitir relatórios via web para o gerenciamento completo das viagens de negócios. Não há cobrança de anuidade e a fatura é enviada somente uma vez ao mês. "Um dos grandes diferenciais deste serviço é a dedução direta na fatura dos possíveis descontos oferecidos por acordo comercial ou comissões em caso de gerenciamento por fees", explica Ricardo Lidington, gerente de desenvolvimento de novos negócios..
Linha Pro 2006 da Caloi apresenta a Sport Comfort - Imagine uma bicicleta que proporcione momentos de lazer e esporte. Acrescente a isso doses extras de conforto. Esta é a receita da Sport Comfort, um lançamento da linha Pro Caloi 2006, que prioriza o prazer de pedalar. A geometria do quadro da Sport Comfort possui a parte dianteira mais alta, proporcionando melhor ergonomia ao pedalar. O suporte de guidão com ajuste de inclinação deixam o ciclista mais ereto ao pedalar, independente de seu tamanho. O canote do selim com suspensão e regulagem de carga, o garfo da frente, também com suspensão, o selim de gel, que absorve os impactos do corpo em terrenos mais acidentados e, por fim, os detalhes como manoplas em kraton (material mais macio) e pedais comfort fecham a lista dos componentes.
Advb: O reconhecimento do Marketing - Estão abertas as inscrições para as empresas concorrerem ao 36° Top de Marketing da Advb 2006, que este terá um gosto especial, pois acontecerá no ano do Jubileu de Ouro da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil). Durante os 50 anos de história da entidade, sua atuação foi sempre no apoio, incentivo e reconhecimento de projetos, profissionais e dirigentes empresariais, que sempre buscaram a inovação nas mais diversas áreas de atuação. Podem participar do reconhecimento, empresas privadas ou estatais do Brasil todo. Inscrições e informações pelo fone: 3372.3800, eventos@advbfbvm.org.br - www.advbfbm.org.br.
Tam vai a 46% de market share em dezembro no mercado doméstico - A Tam Linhas Aéreas, maior companhia aérea no país, aumentou seu market share no mercado doméstico para 46,1% no mês de dezembro, de acordo com os dados oficiais divulgados hoje pelo Departamento de Aviação Civil (DAC). Com isso, completou 30 meses consecutivos na liderança dos vôos nacionais conquistada em julho de 2003. O resultado representa um crescimento de 4,9 pontos percentuais em relação ao mesmo mês de 2004. A Tam foi a companhia que mais cresceu no mercado doméstico de novembro (43,79%) para dezembro: 2,3 pontos percentuais. No acumulado de 2005, o market share doméstico é de 43,5% -- 7,7 pontos percentuais a mais do que os 35,8% de 2004. O número de passageiros-quilômetros transportados pagos (RPK) da Tam em dezembro cresceu 40,3% em relação ao mesmo mês de 2004. Em todo o ano de 2005, o RPK da companhia aumentou 45,4% comparado a 2004. A expansão foi 2,3 vezes superior aos 19,4% registrados pela indústria no mercado doméstico.
Sadia aposta nas novidades da Linha Miss Daisy - Com a chegada do verão a Sadia reforça sua presença no mercado de sorvetes Premium. O destaque são os quatro sabores que a companhia acaba de lançar. Duas versões são light, as primeiras do gênero na Linha Miss Daisy. Para o verão de 2006 a Sadia aposta no sucesso dos mais novos sabores de sorvetes em pote de 500 ml da Linha Miss Daisy. As versões Nozes com Pedaços de Brownie e Calda de Caramelo; Chocolate com Chocolate Trufado e Amêndoas; Vanilla com Calda de Amora Light e Chocolate com Pedaços e Calda de Chocolate Light chegam para atender a expectativa do consumidor de sobremesas que está sempre em busca de sabores diferentes. O objetivo da Sadia é aumentar sua participação no segmento de sorvetes Premium. Os produtos da Linha Miss Daisy também estão ganhando novas embalagens, mais sofisticadas e mais bonitas. Esses produtos foram desenvolvidos para momentos de festa e ocasiões especiais, onde não há culpa em comer um doce diferente.
Artigos de papelaria deve fechar com crescimento - A expectativa para o próximo ano é de retomada das exportações, devido a uma política mais restritiva dos EUA aos produtos chineses. No mercado interno, o ano de eleições deve ampliar a demanda governamental por materiais escolares. Dados preliminares apurados até setembro, apontam crescimento de 8% no faturamento anual do segmento de artigos de papelaria. Em valores constantes essa evolução representa um acréscimo de 4% em relação às vendas em Reais do ano anterior, quando a receita foi de R$ 1,75 bilhão. Os dados são do Departamento de Estudos Econômicos (Decon) da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf). O resultado, contudo, fica muito aquém do alcançado em 2004, quando o segmento cresceu 17% no comparativo com 2003. Os artigos de papelaria respondem por quase 18% da balança comercial da indústria gráfica nacional. Em 2005, o segmento, assim como outros importantes setores da economia, vêm sofrendo com a valorização da taxa de câmbio e com a concorrência de produtos chineses nos Estados Unidos – principal player importador do setor. De janeiro a outubro deste ano, as exportações desses artigos somaram US$ 34,4 milhões e as importações US$ 11,9 milhões, resultando em um saldo superavitário de US$ 22,5 milhões. Quando comparado ao desempenho da balança no mesmo período de 2004, a queda das exportações chega a 32%, enquanto as importações subiram 33%.
Dentre os produtos exportados por esse setorial, o que apresentou maior queda no período em questão foi o caderno, 37%. O item responde por 70% do total exportado pelo segmento. Os demais produtos gráficos para escritório e papelaria também caíram, 18% na mesma comparação. O único produto que apresentou crescimento significativo foi o de etiquetas, com aumento de 45%, totalizando US$ 2,67 milhões. Segundo o Decon, as exportações ajudam na valorização dos cadernos, principalmente na entressafra (abril a julho). Segundo empresários do setor, a queda abrupta nas vendas externas aumenta os estoques e faz com que o mercado distribuidor antecipe suas compras, acirrando a concorrência interna e derrubando o preço do produto. Na prática, o comércio exterior auxilia na manutenção dos preços internos.
Alfried Plöger, presidente da Abigraf São Paulo, destaca que a elevação da taxa de juros interna gera uma política recessiva para o setor, além de atrair capital especulativo, o que causa a valorização do Real. "Este ciclo vem acarretando forte redução no ritmo das exportações, ampliando o desequilíbrio na concorrência com os produtos chineses no mercado internacional, principalmente nos EUA". Por outro lado, Plöger enfatiza que as políticas governamentais voltadas a facilitar o acesso à educação, tanto de caráter privado quanto público, exercem influência positiva no segmento de artigos de papelaria. Do ponto de vista do mercado interno, existem dois fatores importantes que vêm contribuindo para o desempenho do segmento: a continuidade do crescimento da massa de salário real da economia, sustentada pela queda na inflação ao consumidor, e o forte aumento da oferta de crédito, em grande medida, do crédito consignado. "Estes fatores ainda conseguem impulsionar a economia, apesar da política monetária restritiva imposta pelas altas taxas de juros reais", afirma Plöger. O presidente diz que o segmento espera retomar o ritmo das exportações em 2006, devido à expectativa do mercado por uma política mais restritiva dos EUA aos produtos chineses, e a um possível aumento dos juros americanos, elevando a cotação do dólar. "Quanto ao mercado nacional, devido à ênfase governamental de apoio à educação e a cultura e considerando que é ano eleitoral, as expectativas são de reforço nas compras de materiais escolares pelo governo com vistas a atender a demanda das escolas públicas."
MENSAGEM_____________________________________________________________________________
"Quem perde a honra pelo negócio, perde a honra e o negócio". Provérbio popular |